30 de junho de 2014

Colômbia, Holanda e Costa Rica se garantem nas quartas de final da Copa do Mundo

Além do Brasil, que eliminou no sufoco o Chile, a Colômbia, a Holanda e a surpreendente Costa Rica são outras seleções que estão nas quartas de final da Copa do Mundo 2014.


A Colômbia passou pelo Uruguai com certa facilidade logo após a partida entre Brasil e Chile. No Maracanã, a equipe de José Pékerman derrotou o Uruguai por 2 a 0. O destaque da partida vai, com certeza, para James Rodríguez. O meia de 21 anos fez os 2 gols do jogo e se tornou artilheiro isolado da Copa, marcando em todos os confrontos até aqui. O Uruguai, sem Suárez, volta para casa mais cedo junto com o fantasma de 1950.


No sábado, a Holanda despachou em uma partida emocionante a boa equipe do México, no Castelão. De virada, Sneijder, aos 42 minutos do 2° tempo, e Huntelaar, de pênalti, aos 48, confirmaram a seleção europeia nas quartas de final do mundial. O México havia feito o primeiro gol com Giovani dos Santos, no início da etapa final.


A Costa Rica também está entre as 8 melhores seleções do mundo. Em um jogo até certo ponto morno diante da Grécia, a equipe de Jorge Luis Pinto estava ganhando até os minutos finais por 1 a 0, com gol de Ruíz. Nos minutos finais, o zagueiro da Grécia Socratis colocou a Brazuca na rede e levou o duelo para a prorrogação. Sem gols nos 30 minutos, a decisão foi para os pênaltis. Coube a Navas, goleiro costarriquenho, defender a cobrança de Gekas e, com os cinco pênaltis convertidos pelos seus companheiros, garantir a inédita vaga para a Costa Rica.

28 de junho de 2014

Traves do Mineirão e Júlio César impedem Mineiraço de Pinilla, e Brasil elimina Chile


Por duas bolas na trave e por dois pênaltis defendidos por Júlio César, o Brasil se livrou do vexame. Diante do Chile, no Mineirão, a seleção brasileira não conseguiu a vitória simples nem nos 90 minutos e nem na prorrogação, e precisou das penalidades máximas para se garantir nas quartas de final da Copa do Mundo 2014.

O JOGO
Se impondo no jogo e marcando com certa pressão a saída de bola chilena, o Brasil começou  melhor a partida. E, por meio da bola alta, uma das fragilidades chilenas, chegou ao gol da vitória parcial, aos 17 minutos. Neymar em escanteio cruzou e David Luiz, junto com Jara, fez o gol que abriu o placar: 1 a 0.

Depois do gol, a seleção de Felipão caiu de rendimento, mas, com o Chile apresentando um futebol que não encaixava, continuou melhor. Até tomar o gol de empate: aos 31 minutos, Hulk foi devolver a bola para Marcelo após uma cobrança de lateral e tocou curto. Vargas tomou e entregou para Sánchez. O atacante do Barcelona, livre dentro da área, empatou.

Até o fim do 1° tempo, o Brasil acionava pouco Fernandinho, e a bola voltava a não passar pelo meio de campo. David Luiz e Thiago Silva exageravam na ligação direta, e Fred não conseguia dar sequência nos lances. Algo que foi constante nas duas primeiras partidas brasileiras, diante de Croácia e México.

Na 2ª etapa, o panorama, que já não era dos melhores, piorou. O Chile, imprimindo uma alta intensidade e pressionando a saída de bola brasileira, conseguiu dominar o meio de campo. O time Sampaoli tinha a bola por mais de 60% do tempo, e conseguia chegar até Luiz Gustavo e os zagueiros. Quando roubava a Brazuca, a seleção pentacampeã do mundo a perdia com facilidade e rapidez. A inexistência do meio de campo continuou e, sem o apoio necessário de Daniel Alves e Marcelo, o Brasil foi encurralado pelos chilenos.

Felipão entrou em cena com alterações que não alteraram em nada o sistema brasileiro: sacou Fred por Jô na casa dos 15 minutos, momento em que a bola não chegava nos atacantes com qualidade, e depois, Fernandinho por Ramires. Outra troca que não mudou e que não preencheu o setor de meio campo.

Sem qualidade na saída de bola e com um Neymar nitidamente apagado devido à uma pancada sofrida ainda no 1° tempo, o Brasil começou a levar pressão na metade da etapa complementar. E em um lance treinado por Sampaoli, Aránguiz, um dos perigos da equipe, ficou perto de virar a partida. Júlio César fez brilhante defesa após chute do volante já dentro da área.

Sem maiores sustos, a seleção chilena, que começou a sentir o desgaste físico, tirou o pé do acelerador no final da partida. Quem agradeceu foi o Brasil e a partida foi para a prorrogação.

QUASE A HISTÓRIA DE 1950 SE REPETIU...
Nos 30 minutos de prorrogação, não houve grandes perigos de gol. Exceto, claro, no último lance da partida. Após tiro de meta do goleiro chileno Bravo, Pinilla ganhou de Daniel Alves no alto, tabelou com Sánchez e chutou ao gol de Júlio César. Quis o destino que Pinilla não se transformasse no Ghiggia de 2014 e que a partida não ficasse conhecida ocmo Mineiração, e a bola caprichosamente explodiu no travessão direito do Mineirão.

PÊNALTIS
Depois de 120 minutos de bola rolando, pênaltis. David Luiz foi o responsável por abrir a série e converteu o dele. Pinilla, que minutos antes quase foi herói, parou em Júlio César e virou vilão. Willian teve a chance de aumentar a vantagem, mas chutou para fora. Júlio César também pegou a cobrança de Sánchez e garantiu o 1 a 0 parcial. Marcelo e Aránguiz, na terceira rodada de cobranças, marcaram. Hulk parou em Bravo e Díaz fez o dele, empatando a disputa em 2 a 2. Na última cobrança de cada seleção, Neymar não pipocou e fez o terceiro do Brasil. Jara, que havia colaborado no gol de David Luiz ainda no tempo normal, finalizou e a bola parou na trave. A trave direita do Mineirão, que, junto com Júlio César, impediu um Mineiraço que ficaria na história por muitos e muitos anos.

NOTAS
Júlio César: 8,0. Foi o responsável por defender 2 pênaltis e conseguiu mudar a história que ele mesmo foi protagonista em 2010, quando o Brasil caiu diante da Holanda na Copa da África do Sul.

Daniel Alves: 5,0. O lateral, mesmo que pouco exigido defensivamente, foi o brasileiro que mais errou passes no jogo e, além de dois chutes de fora da área e um cruzamento, não fez mais nada que causasse perigo.

Thiago Silva: 6,5. Seguro, Thiago Silva evitou lances mais agudos do Chile e fez com que Vargas tivesse atuação apagada.

David Luiz: 7,0. Além do gol, David Luiz executou bons desarmes e esteve sempre bem no tempo de bola. Converteu o pênalti.

Marcelo: 5,5. Apesar de ter feito o gol de pênalti, Marcelo fez uma partida discreta, principalmente no 2° tempo. Sofreu com as subidas de Isla e com as infiltrações de Sánchez.

Luiz Gustavo: 6,0. Errando um pouco mais do que o habitual, Luiz Gustavo fez sua pior partida na Copa, e mesmo assim teve uma atuação regular. Está fora do duelo das quartas de final por ter acumulado 2 cartões.

Fernandinho: 5,5. O que o fez virar titular não funcionou: a bola passando pelo setor de meio campo. Pouco acionado, Fernandinho acabou cometendo muitas faltas, e, por sorte, saiu sem cartão.

Oscar: 4,0. Apagadíssimo, Oscar não se destacou em nenhum momento do jogo. De novo, foi melhor defendendo do que atacando, e ficava por longos minutos sem tocar na bola. O pior da equipe ao lado de Fred.

Neymar: 5,0. E muito desta nota se deve à sua lesão, causada ainda no 1° tempo por Aránguiz. Neymar sumiu no 2° tempo e mostrou que o Brasil sem ele é um time comum.

Hulk: 5,5. O ponta fez um ótimo 1° tempo, mas foi o principal culpado pelo gol chileno. Além disto, Hulk desperdiçou sua cobrança de pênalti e prejudicou a seleção.

Fred: 4,0. A bola não chegava para o centroavante, e quando chegava, ele não aproveitava. Fred não conseguiu dominar uma bola e não ganhou uma dividida com os zagueiros. Pior do time, foi sacado por Jô no começo do 2° tempo.

Jô: 4,5. Não conseguiu aproveitar a chance, mas foi minimamente melhor que Fred. Perdeu uma chance clara de gol após cruzamento de Hulk.

Ramires: 5,0. Não conseguiu fazer o que Fernandinho também não fez no jogo: a transição defesa-ataque.

Willian: 4,5. Entrou no 2° tempo da prorrogação e pouco apareceu. Além disto, perdeu seu pênalti.

27 de junho de 2014

Brasil x Chile: Pré-Jogo

Brasil e Chile jogam pela sobrevivência na Copa do Mundo, amanhã, às 13h, no Mineirão. Abaixo, a imagem ilustra uma prévia dos padrões táticos das equipes.


O Brasil pode ter até três novidades. Uma é certa: Fernandinho substitui o apagado Paulinho. As outras duas foram testadas nos treinamentos de Felipão esta semana. Por opção do técnico, Maicon chegou a entrar no time titular no lugar de Daniel Alves. Já David Luiz pode ficar fora por dores nas costas: Dante seria o substituto.
BRASIL (4-2-3-1): Júlio César; Maicon (Daniel Alves), Thiago Silva, David Luiz (Dante), Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho; Hulk, Oscar, Neymar; Fred

Já o Chile, aparentemente, conta com força máxima para enfrentar o Brasil. A única dúvida é Medel, zagueiro que sentiu dores durante a semana. Albornoz pode entrar.
CHILE (3-4-1-2): Bravo; Silva, Medel (Albornoz), Jara; Isla, Díaz, Aránguiz, Mena; Vidal; Vargas, Sánchez

O que o Brasil precisa saber do Chile?

PERIGOS
1) O craque Vidal e o elemento-surpresa Aránguiz
Vidal, no esquema de Sampaoli, tem total liberdade para rodar o setor. Provavelmente, Luiz Gustavo (assim como fez em Giovani dos Santos, contra o México) o marcará individualmente. Com isto, quem sobra é Aránguiz. O volante, quando o Chile tem a bola e trabalha pelos lados, vira ponta-de-lança e entra, por muitas vezes, como um falso centroavante. Nos seus dois gols na Copa, Aránguiz estava dentro da área e marcou em rebotes. É bom Fernandinho, assim como o próprio Luiz Gustavo, tomar cuidado.

2) Os alas Mena e Isla
Os dois são muito eficazes no ataque. E vão, com toda certeza, causar perigo a Marcelo e Maicon/Daniel Alves (principalmente se o segundo for titular). As laterais são o termômetro da equipe de Sampaoli, que tem Jara e Silva como zagueiros versáteis que fazem, quando necessário, a função de lateral.

3) A ausência de centroavante
Nem Sánchez nem Vargas são centroavantes. Mas, os dois são rápidos, habilidosos e se movimentam muito. Sem um homem fixo na frente, o Chile, que já conta com os fortes alas, precisa dos dois atacantes para fazer um jogo de muita intensidade ofensiva com e sem a bola.

4) A intensidade
O Chile gosta de ter a bola. E, com ela, gosta de ditar o ritmo da partida. Contra a Austrália, teve 62% de posse de bola; contra a Espanha, 44% (número alto se for levado em conta o adversário) e, contra a Holanda, 64%. Apesar de atacar com muita intensidade e rapidez, a equipe, quando perde a bola, pressiona o adversário até voltar a tê-la.

PONTOS FRACOS
1) A estatura
O Chile tem a zaga mais baixa de toda a Copa do Mundo. Apesar dos zagueiros terem um ótimo tempo de bola e tirarem os atacantes da jogada com o corpo, são baixos e essa pode ser uma arma fatal para o Brasil. Fred, Thiago Silva e David Luiz/Dante têm uma boa oportunidade de marcarem de cabeça.

2) A fragilidade no fim do jogo
A Holanda, adversária do Chile na última rodada da 1ª fase, mostrou ao mundo o cansaço físico dos sul-americanos. Marcou os dois gols no final do jogo, onde, nitidamente, o time de Sampaoli sentiu o desgaste e perdeu a intensidade citada no item 4. É um fator a ser considerado por Felipão, que conta com bons e rápidos jogadores no banco de reservas.

3) A saída de bola
Se Fred (em Medel), Neymar (em Silva), Hulk (em Jara) e Oscar (em Diáz) apertarem a saída de bola, como foi feito pelo Brasil durante toda a Copa das Confederações, as chances da seleção brasileira ter o controle do jogo são grandes. Os defensores chilenos em geral são bons, mas não tem tanta qualidade e segurança quando estão com a bola. Talvez, apenas o líbero Medel seja a exceção.

Grupo H: Argélia e Bélgica são os últimos classificados para as oitavas de final da Copa


Acabou a 1ª fase da Copa do Mundo 2014. E, pelo Grupo H, passaram de fase Argélia e Bélgica. Os africanos conseguiram um empate em 1 a 1, na Arena da Baixada, contra a Rússia de Fábio Capello, e fecharam a fase na 2ª colocação do grupo.


A Argélia pensou que não seria nesta Copa que viria a classificação inédita entre as 16 melhores seleções do mundo. Logo aos 6 minutos, o atacante russo Kokorin abriu o placar para sua equipe que, com o resultado, iria se garantir nas oitavas e eliminar o adversário. Mas, a equipe da África tem Slimani. O atacante, de cabeça, empatou o jogo no 2° tempo e fez a festa dos torcedores argelinos presentes no estádio. O placar, depois do gol do atacante, não foi alterado, e colocou a Argélia na próxima fase do mundial.


Enquanto a Argélia disputava com a Rússia uma vaga nas oitavas de final, a Bélgica, na Arena Corinthians, encarou a Coreia do Sul para garantir 100% de aproveitamento na 1ª fase. E conseguiu. Com um time mesclado, os belgas, com Vertonghen aos 33 do 2° tempo, venceram pelo placar mínimo e conquistaram - mesmo sem jogar um futebol convincente para tal - os 9 pontos desejados pelo técnico Marc Wilmots. Já a Coreia do Sul volta para casa com apenas 1 ponto, anotado diante da Rússia.

Estados Unidos perdem da Alemanha, mas passam de fase; Portugal e Gana morrem abraçados


O encerramento do Grupo G da Copa do Mundo se deu com dois jogos, realizados às 13h desta quinta-feira. Na Arena Pernambuco, Estados Unidos e Alemanha ainda poderiam ser eliminados, mas, com a vitória magra de Portugal sobre Gana, disputaram a primeira posição do grupo. Melhor para os europeus, que venceram por 1 a 0 e se classificaram na liderança.

A partida teve uma superioridade alemã, que teve mais de 60% da posse de bola e contabilizou 13 finalizações, contra 4 dos americanos. O gol solitário da partida saiu na casa dos 10 minutos do 2° tempo. Muller, após sobra em cobrança de escanteio, pegou de primeira e fez seu quarto gol na Copa. Agora, a Alemanha encara a Argélia, e os Estados Unidos, a Bélgica.



No mesmo horário, Portugal e Gana fizeram um jogo aberto no Estádio Nacional, em Brasília. Quem vencesse, poderia ter a chance de passar de fase. Gana, que tinha mais chances matemáticas que Portugal, acabou tomando um gol aos 30 minutos do 1° tempo. Depois de cruzamento para a área, o zagueiro Boye se atrapalhou e acabou pondo a Brazuca na rede do goleiro Dauda: 1 a 0. Gyan descontou, já na 2ª etapa, de cabeça e colocou os ganeses na briga pela classificação. Mas, a reação parou por aí: Cristiano Ronaldo, no fim do jogo, aproveitou falha de Dauda e fez seu único gol no mundial, que garantiu a vitória portuguesa: 2 a 1. As duas seleções estão eliminadas.

26 de junho de 2014

França e Suíça são as seleções do Grupo E classificadas para as oitavas de final


Mais um grupo teve suas seleções definidas nas oitavas de final da Copa do Mundo 2014. Desta vez, a chave E. Em um jogo morno e que o goleiro Domínguez brihlou com grandes defesas, França e Equador, no Maracanã, não saíram do zero no placar. O resultado botou os franceses contra a Nigéria na próxima fase. Já a seleção equatoriana está eliminada e é a primeira sul-americana a cair neste mundial.


O outro jogo do grupo foi entre Honduras e Suíça. Precisando da vitória, os europeus, com três gols de Shaqiri, venceram e estão garantidos na próxima fase da Copa. Agora, a Suíça encara a Argentina e, caso vença, estará entre as oito melhores seleções do mundial. A Honduras, por sua vez, perdeu os três jogos que fez e, ao lado da Austrália e de Camarões, foi a pior equipe do torneio.

Grupo F termina com Messi brilhando em vitória da Argentina contra Nigéria; Bósnia bate Irã


O Grupo F terminou nesta quarta-feira e teve como classificadas as seleções de Argentina e Nigéria, que disputaram um bom jogo no Beira Rio que acabou em 3 a 2 para os sul-americanos. Messi novamente apareceu chegou aos 4 gols na Copa, se igualando na artilharia com Neymar.

O jogo começou quente e, logo aos 3 minutos, a Argentina abriu o placar com Messi, de rebote após finalização de Dí Maria que parou na trave. Um minuto depois, Musa fez jogada individual e empatou para a Nigéria. Ainda no 1° tempo, o camisa 10 da seleção de Sabella fez de falta seu segundo gol no jogo. Musa, não contente, respondeu no início da 2ª etapa e empatou: 2 a 2. O placar foi decretado com o lateral argentino Rojo após cobrança de escanteio. Final: Argentina, classificada, 3. Nigéria, também classificada, 2.

No mesmo horário, os times de Bósnia e Irã disputaram um jogo na Fonte Nova que só dava chances de classificação ao segundo. Com a vitória dos bósnios, consumada com Dzeko, Pjanic e Vrsajevic, o Irã, que descontou com Reza, foi eliminado da Copa e volta para casa mais cedo.

25 de junho de 2014

Colômbia goleia Japão e pega Uruguai nas oitavas; Grécia consegue classificação no último minuto


No último jogo do dia 13 de Copa do Mundo, coube a Colômbia vencer de novo, fechar em 100% de aproveitamento na 1ª fase e garantir sua vaga nas oitavas de final, que será disptuada contra o Uruguai. O adversário da vez foi o Japão, na Arena Pantanal, e o placar foi de 4 a 1 para a equipe do ótimo meia James Rodríguez, um dos principais jogadores deste mundial.

Com um time totalmente mesclado, a Colômbia fez seus gols com Cuadrado, Jackson Martínez por duas vezes e James Rodríguez, em um golaço marcado no final da partida. Okazaki descontou para o eliminado Japão.

O duelo ficou marcado também por um novo recorde: Mondragón, goleiro colombiano de 43 anos, entrou no lugar de Ospina e se tornou o atleta mais velho a jogar uma Copa do Mundo. O experiente jogador quebrou a marca de Roger Milla, camaronês que disputou o torneio em 1994, aos 42 anos.

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Grécia e Costa do Marfim jogaram no mesmo horário no Castelão. Quem vencesse, garantiria a vaga nas oitavas de final. O empate dava a vantagem à Costa do Marfim. O zagueiro grego Samaris e o meia marfinense Bony balançaram as redes no 1° e no 2° tempo, respectivamente. Quando a partida se encaminhava para o final, foi bem marcado um pênalti para a Grécia. Se Samaras, melhor jogador dos europeus, fizesse, colocaria sua seleção entre as 16 melhores do mundial. E fez. A Grécia agora enfrenta a Costa Rica na próxima fase. Um dos dois estará entre as 8 melhores equipes da Copa.

Godín brilha e Uruguai elimina Itália; Costa Rica fecha fase invicta e empata com Inglaterra: 0 a 0


No fechamento do Grupo D da Copa do Mundo, o jogo mais esperado do dia, realizado na Arena das Dunas, acabou em vitória uruguaia. Em um jogo onde a Itália, que precisava apenas do empate, teve mais posse de bola e ficou mais tempo no ataque do que o Uruguai, coube ao zagueiro Godín brilhar e fazer o único gol da partida, que garantiu os sul-americanos vivos no mundial.

Gols
Já com um homem a mais - Marchisio foi expulso aos 16 minutos do 2° tempo -, o Uruguai, precisando da vitória, foi ao ataque e conseguiu o que era necessário. Em escanteio, o zagueiro Godín subiu mais que toda a zaga italiana e, de costas, fez o gol que colocou a celeste nas oitavas de final da Copa do Mundo. A Itália, por sua vez, repete 2010 e é eliminada na 1ª fase da competição.

ITÁLIA
Destaques positivos
Verratti. O meia, considerado o sucessor de Pirlo, foi o melhor italiano na partida. Executou bons passes, driblou por várias vezes os uruguaios e tomou conta do setor de meio-campo em Natal.

Destaques negativos
A bola alta. Alguém faltou no ensaio no treinamento de bolas paradas. Godín subiu sozinho entre a zaga italiana na cobrança de escanteio e garantiu o resultado. Falha italiana que decretou a eliminação.

URUGUAI
Destaques positivos
Godín. E poderia ser outro? O zagueiro, que na final da Champions League fez o dele e quase foi herói, de novo apareceu. Além dos bons desarmes, Godín fez o gol da vitória uruguaia e deixou seu país em festa.

Destaques negativos
A mordida de Suárez. Assim como em 2010, onde saiu do papel de vilão para o de herói, o atacante conseguiu ser as duas coisas em um mesmo mundial. Contra a Inglaterra, foi herói. Contra a Itália, vilão. Suárez mordeu Chiellini fora do lance, e pode ser punido com até três jogos de suspensão. Ato instintivo que vai prejudicar e muito o Uruguai.


No mesmo horário, Costa Rica e Inglaterra jogaram no Mineirão para cumprir tabela. Os costarriquenhos já estavam classificados e os ingleses eliminados. Sem o que disputar, as equipes fizeram um jogo morno que ficou no 0 a 0. O destaque da partida, além da invencibilidade do time de Jorge Luis Pinto, foi para a possível e provável despedida de Gerrard e Lampard da seleção de Roy Hodgson.

23 de junho de 2014

Com show de Neymar, Brasil goleia Camarões; México faz 3 na Croácia e também se classifica


O dia 12 da Copa do Mundo foi encerrado com a definição do Grupo A. Em Brasília, a seleção brasileira contou com a individualidade de Neymar e goleou Camarões por 4 a 1. O craque do Barcelona fez dois e, de longe, foi o melhor jogador da partida. Com o resultado, o Brasil se classificou em 1° e agora tem o Chile nas oitavas de final.

Gols
O primeiro gol saiu com a pressão brasileira na saída de bola do adversário, algo que não acontecia na equipe de Felipão há muito tempo. Luiz Gustavo fez ótimo desarme, carregou e cruzou para Neymar, que, como centroavante, abriu o placar.

O empate veio pelo ponto fraco do Brasil: Daniel Alves. Choupo Moting passou pelo lateral e cruzou para Matip, zagueiro que estava na área em cobrança de escanteio e completou para as redes de Júlio César, igualando o marcador.

Mas, quem tem Neymar, tem uma saída quando o jogo está apertado. E foi assim que o Brasil fez o segundo gol. Depois de passe de Marcelo, o camisa 10 do Brasil carregou, driblou um marcador e chutou ao gol de Itandje: 2 a 1.

Melhor no 2° tempo devido à entrada de Fernandinho, o Brasil ampliou com Fred. Em jogada que começou com Neymar pela direita, a zaga camaronesa afastou mal e o volante do Manchester City entregou para David Luiz pela esquerda. O zagueiro cruzou para Fred que, de cabeça e em posição legal, fez o 3 a 1.

Para fechar a conta, o gol do segundo melhor em campo saiu. A zaga de Camarões bobeou na saída de bola e Oscar deixou para Fernandinho. O camisa 5 tabelou com Fred e fez o último gol do jogo.

BRASIL
Destaques positivos
Fernandinho. O volante, com certeza, ganhou a titularidade de Paulinho. Em 45 minutos, fez mais que o volatne do Tottenham em dois jogos e meio. Deu mobilidade e, acima de tudo, fez a bola passar pelo meio-campo brasileiro. Além, evidentemente, do gol.

Neymar. É, sem dúvidas, um dos mais cotados para ser o melhor jogador e artilheiro da Copa. Neymar aparece quando o jogo está difícil. E mais uma vez, o Brasil dependeu em grande parte dele para vencer e passar da 1ª fase.

Destaques negativos
Paulinho. Se Fernandinho foi bem, Paulinho, assim como nos dois primeiros jogos do Brasil, esteve apático no 1° tempo de hoje. Em má fase, o volante perdeu a posição de titular para o camisa 5.

Daniel Alves. Mais uma vez, o lateral falhou no gol que o Brasil tomou no jogo. Deficiente na marcação, Daniel se mostra incapaz de dar a segurança necessária aos seus companheiros de zaga. Felipão ainda tem tempo de repensar e colocar Maicon em seu lugar.

O que mudou do jogo contra o México para hoje?
Ainda há problemas, mas um deles foi resolvido. E foi a troca de Paulinho por Fernandinho. Muito por conta da mudança, a saída de bola brasileira melhorou e o meio de campo, setor vital de qualquer equipe, funcionou. Ramires contribuiu para isto entrando no lugar de Hulk. Agora sim, Felipão pode encher a boca para falar que houve alguma evolução. Mas falta muito para ser corrigido diante do Chile.


O México por algum tempo assustou o Brasil no que diz respeito a 1ª colocação do grupo. Os mexicanos fizeram três gols no segundo tempo e venceram os croatas, que diminuíram com Perisic, por 3 a 1. Classificado em 2° lugar, o time de Miguel Herrera tem pela frente a Holanda nas oitavas de final. Rafa Márquez, Guardado e Chicharito Hernandez marcaram para o México.

Holanda bate Chile; Espanha se despede com 3 a 0


O Grupo B foi o primeiro a ser definido nesta Copa do Mundo. Na Arena Corinthians, a Holanda, que jogava pelo empate, se defendeu mais do que atacou, mas, por meio de bola alta e da individualidade de Robben, venceu o Chile e terminou em 1° na chave que contava com a Espanha e a Austrália.

Gols
Os gols saíram de quem começou a partida no banco de reservas. O primeirou, aos 30 minutos do 2° tempo, foi de Leroy Fer. O meia substituiu Lens e subiu sozinho na área após cruzamento da direita para abrir o marcador. Já nos acréscimos, Robben partiu em velocidade em um contra-ataque e deu o gol para Depay, outro garoto que começou como suplente. Com o resultado de 2 a 0, as duas equipes, que já estavam classificadas, definiram seus lugares na chave. A Holanda terminou em 1°, e o Chile em 2°.

HOLANDA
Destaques positivos
Robben. Um dos melhores jogadores da Copa até aqui, Robben foi o dono do time hoje. Todas a bolas tinham direção ao atacante, que correu e fez boas jogadas.

Destaques negativos
Padrão de jogo. Na verdade, a inexistência dele. A Holanda trabalha muito com os alas, e, sem eles, não tem nenhuma outra opção de jogo.

CHILE
Destaques positivos
Sánchez. O atacante do Barcelona jogou praticamente sozinho no ataque chileno e tentou fazer algumas jogas difíceis. Até conseguiu, mas não foi o suficiente para vazar Cillessen.

Destaques negativos
A bola alta. Nos três jogos até agora, o Chile sofreu com a bola alta. A zaga é muito baixa e em todos os lances de bola parada dá susto em seus torcedores. É um ponto fraco de uma boa equipe.


No mesmo horário, a Espanha jogou pela dignidade e conseguiu uma boa vitória diante da também eliminada Austrália por 3 a 0. Villa, Torres e Mata marcaram para os espanhois, que agora vão passar por uma grande reformulação.

22 de junho de 2014

Melhores no jogo, EUA tomam empate no fim


A Arena Amazônia recebeu, mais uma vez, uma ótima partida de futebol. Estados Unidos e Portugal fizeram um duelo de gente grande, e, mesmo com a superioridade americana durante a maior parte do jogo, a seleção portuguesa conseguiu, no último lance, um empate por 2 a 2 que faz com que o Grupo G ganhe vida e termine com drama na próxima quinta-feira. Com o resultado, os Estados Unidos ficam com 4 pontos e precisam tirar pontos da Alemanha para garantir a classificação. Já Portugal precisa vencer com bom saldo Gana e depender de uma vitória alemã sobre o time de Klinsmann.

Gols
Logo aos 5 minutos, Portugal abriu o placar. Após cruzamento para a área, o zagueiro americano Cameron falhou feio e furou. A Brazuca sobrou para Nani que, sozinho, fuzilou o gol de Howard: 1 a 0.

Somente no 2° tempo o placar voltou a ser alterado. Jones, após rebote em escanteio, cortou para dentro e, de fora da área, finalizou para marcar um golaço e empatar a partida para os Estados Unidos, que dominavam os portugueses.

A merecida virada veio aos 34 minutos. Em jogada iniciada pela direita do ataque americano - explorando o setor defensivo esquerdo de Portugal, desfalcado por Coentrão -, Dempsey, de barriga, aproveitou cruzamento e completou para as redes: 2 a 1.

Mas, a definição dos classificados do Grupo G ficou para quinta-feira. Cristiano Ronaldo, discreto durante a partida, cruzou da direita e Varela, de cabeça, empatou o duelo. O gol saiu na casa dos 48 minutos do 2° tempo e recolocou Portugal, mesmo que com remotas chances, na disputa pela classificação. Pior para os Estados Unidos, que, caso vencessem, estariam automaticamente nas oitavas de final da Copa.

ESTADOS UNIDOS
Destaques positivos
Bradley. Organizador do meio-campo americano, Bradley é um jogador clássico. Não corre muito, roda com qualidade a bola e se posiciona bem. Hoje, o meia executou bons passes aos atacantes dos Estados Unidos e ajudou na marcação.

Howard. Se não fosse por ele, talvez Portugal teria mais que 2 gols na conta. O goleiro americano fez, no mínimo, duas brilhantes defesas e evitou o pior para sua seleção.

Destaques negativos
Cameron. O zagueiro falhou feio no gol de Nani e não transmitiu a segurança necessária durante o resto da partida. Acontece, mas é algo que não pode se repetir.

PORTUGAL
Destaques positivos
A estrela de Varela. Com Cristiano Ronaldo apagado, coube a Varela ser o herói português da noite. O atacante aproveitou cruzamento e fez de cabeça o gol que garantiu a sobrevida dos europeus na Copa do Mundo.

Destaques negativos
O lado esquerdo. Sem Coentrão, o técnico Paulo Bento quebrou a cabeça e não conseguiu ajustar a lateral-esquerda de sua equipe. Tentou com André Almeida e não conseguiu. Mais tarde, colocou William, que também não correspondeu. Foi por ali que saíram os gols americanos.

A dependência de Cristiano Ronaldo. Ser dependente não é necessariamente ruim. Mas Portugal exagera. Em duas atuações fracas de CR7, a equipe portuguesa não encontrou alternativas e teve um nível técnico baixíssimo. Não dá para continuar o mundial sem outras formas de jogo.

Ofensiva, Argélia supera Coreia do Sul


Quem esperava um futebol defensivo da Argélia, como o que ocorreu diante da Bélgica, se enganou. A equipe treinada por Halilhodzic goleou a Coreia do Sul por 4 a 2, no Beira Rio, pela 2ª rodada do Grupo H, e encaminhou sua classificação.

Gols
Aos 27 minutos do 1° tempo, o primeiro gol africano saiu. Após lançamento vindo da defesa, o centroavante Slimani ganhou com facilidade dos dois zagueiros coreanos na corrida e tirou do goleiro Jung para abrir o placar.

Dois minutos depois, nova falha sul-coreana. Desta vez, pelo alto. Em escanteio, Halliche, zagueiro argelino, subiu sozinho e ampliou: 2 a 0.

O terceiro gol saiu aos 38 minutos e ligou o sinal de alerta aos torcedores sul-coreanos, que começaram a se preparar para uma sonora goleada. Djabou, meia da Argélia, aproveitou passe e, dentro da área, fez o seu gol.

No 2° tempo, veio a reação da Coreia do Sul. O atacante Son Heung Min contou com a sorte para dominar um lançamento, mas, com categoria, girou dentro da área e fuzilou MBolhi para diminuir: 3 a 1.

Mas a reação foi freada pela Argélia. Desta vez, com Brahimi. O camisa 11 foi o responsável pelo quarto gol de sua equipe que, com o tento, se congrasou como a primeira africana a marcar por quatro vezes em um mesmo jogo na história dos mundiais.

Koo Ja-Cheol ainda descontou para os sul-coreanos na casa dos 26 minutos da etapa complementar, mas o placar foi finalizado desta maneira. Coreia do Sul 4, Argélia 2.

COREIA DO SUL
Destaques positivos
Son Heung Min.
O atacante contou com um pouco de sorte, mas conseguiu dominar uma bola alçada na área, girar sobre a zaga argelina e fazer o primeiro gol coreano com a perna esquerda.

Destaques negativos
A defesa.
Nos três gols da Argélia, houve falhas da zaga sul-coreana. O camisa 5, Kim Young Gown, foi péssimo e, além de se posicionar mal, teve participação direta nos gols africanos.

O número de finalizações. Acredite se quiser: a Coreia do Sul, nos primeiros 45 minutos, não deu um chute a gol. Na etapa complementar, foram X finalizações. Um péssimo desempenho do conjunto asiático hoje.

ARGÉLIA
Destaques positivos
Slimani.
Além do gol, o atacante foi muito bem, e atuou também como organizador de jogadas. Tem uma boa habilidade com a perna esquerda e ganhou todas as bolas divididas com os zagueiros da Coreia.

Poder ofensivo.
A Argélia surpreendeu e marcou quatro gols na partida. Totalmente diferente do que mostrou contra a Bélgica, os africanos chutaram 15 vezes ao gol e mostraram uma boa intensidade.

Destaques negativos
MBolhi.
O goleiro falhou no primeiro gol da Coreia do Sul no jogo. Foi pouco exigido - somente seis finalizações que foram ao gol - e foi vazado por duas vezes, índice alto.

Bélgica não empolga, mas vence a fraca Rússia


Pelo placar mínimo, a seleção da Bélgica sofreu e não jogou o esperado diante da Rússia, no Maracanã. Mas, no final, apareceu a individualidade de Hazard, que puxou um bom contra-ataque e fez com que Origi decretasse a vitória europeia, já na casa dos 42 minutos do 2° tempo. Os belgas estão classificados para as oitavas de final, e os russos dependem de Coreia do Sul e Argélia.

Gols
O gol solitário do confronto saiu aos 42 minutos do 2° tempo. Hazard puxou contra-ataque e, pela esquerda, serviu Origi. O atacante reserva bateu de primeira e fez com que Akinfeev buscasse a Brazuca dentro das redes: 1 a 0.

BÉLGICA
Destaques positivos
Hazard.
O meia pode não ter aparecido durante o jogo todo, mas, decidiu. Executou todo o contra-ataque belga que resultou no gol de Origi, o único da partida.

Destaques negativos
Falta de finalizações.
Pode chutar? A Bélgica atacou muito mais que a Rússia, mas não passava da última linha e acabava por não finalizar de fora da área. Ao todo, foram 11 chutes ante 13 da equipe de Capello. Parece que era proibido aos europeus fazer gol de média distância.


RÚSSIA
Destaques positivos
Akinfeev.
Na verdade, foi o menos pior russo em campo. Com um futebol fraco de sua seleção, Akinfeev fez algumas boas defesas e não teve culpa no gol de Origi.

Destaques negativos
Fábio Capello.
O técnico da Rússia é o mais bem pago do mundo e um dos que menos consegue fazer seu time jogar. Além do pífio futebol apresentado, Capello deixa no banco Kerzhakov e Dzagoev, dois ótimos atletas.

21 de junho de 2014

Nigéria vence e elimina Bósnia


Por 1 a 0, a seleção da Nigéria venceu e eliminou a seleção da Bósnia, na Arena Pantanal, em partida válida pela 2ª rodada do Grupo F da Copa do Mundo. O placar gerou revolta dos europeus, que tiveram um gol mal anulado e reclamaram que o gol de Odemwingie foi irregular.

Gols
Aos 28 minutos da etapa inicial, o único gol da partida saiu. Após Emenike ganhar na força do zagueiro Spahic na direita e tocou para Odemwingie, que bateu forte de primeira e anotou o primeiro gol da Nigéria no mundial, que garantiu a sobrevivência da seleção no torneio.

NIGÉRIA
Destaques positivos
Emenike.
O atacante, além da assistência para o gol, correu bastante e causou muitos problemas aos zagueiros bósnios, principalmente ao capitão Spahnic. Outra boa atuação de Emenike.

Destaques negativos
Coletividade.
Os nigerianos trocavam poucos passes, e na maioria das jogadas o destino era o centroavante Emenike. Faltou organização tática e um maior volume de passe aos africanos.

BÓSNIA
Destaques positivos
Begovic.
O goleiro, mesmo com sua seleção procurando o gol, foi o destaque. Com a Nigéria atacando apesar de ter o placar a seu favor, Begovic precisou trabalhar bastante e foi muito seguro quando exigido.

Destaques negativos
Desorganização defensiva.
A saída da bola da Bósnia era por muitas vezes deficiente e a faltou senso de posicionamento aos defensores da equipe de Susic. Os bósnios pareciam não ter o mínimo de entrosamento em alguns lances.

Alemanha empata com Gana em outro bom jogo


Realmente, o slogan "Copa das Copas" parece ter sentido. Em mais um ótimo jogo de futebol, Alemanha e Gana empataram por 2 a 2 no Castelão, em partida válida pelo grupo G do mundial. Klose, atacante alemão, saiu do banco, marcou e empatou com Ronaldo na artilharia da história das Copas: 15 gols.

Gols
Depois de um 1° tempo muito estudado e que ficou no zero, a rede em Fortaleza balançou aos cinco minutos. Após cruzamento da direita, Gotze aproveitou vacilo da zaga africana e, desajeitado, fez de cabeça o seu primeiro gol em mundiais.

O empate não demorou e veio na mesma moeda. Em cruzamento de Afful, o meia-atacante ganês Ayew meteu a cabeça na Brazuca e empatou, em falha do jovem zagueiro Mustafi, que entrou de lateral no lugar de Boateng: 1 a 1.

Jogando melhor e com mais intensidade, Gana virou o jogo. Lahm errou na saída de bola e Muntari deixou Asamoah Gyan na cara do gol. O atacante não deu chances para Neuer e fez o seu primeiro gol nesta Copa. Gyan, com cinco tentos em mundiais, é o primeiro africano a balançar as redes em três edições (2006, 2010 e 2014).

Novamente em bola alta, a Alemanha chegou ao empate. E brilhou a estrela de Miroslav Klose, que saiu do banco e com menos de dois minutos em campo, fez o dele após desvio de Mertesacker. Foi o 15° do atacante em mundiais, número igual ao de Ronaldo. Agora, os dois dividem o posto de maiores artilheiros da história das copas. E foi isso: Alemanha 2, Gana 2.

ALEMANHA
Destaques positivos
A estrela de Klose. O atacante precisou de dois minutos e, no primeiro toque que deu na bola, garantiu o empate e a artilharia na história das copas. Vale lembrar que Klose é reserva na equipe de Joachim Low.

Destaques negativos
Joachim Low. Apesar de ter acertado nas substituições de Schweinsteiger e Klose, Low errou feio em bancar o jovem Mustafi no time na volta do intervalo. Zagueiro de origem, o atleta de 22 anos fez sua 4ª partida pela equipe europeia e errou no gol de Ayew.

GANA
Destaques positivos
Atuação de Muntari. O experiente jogador comandou o meio-campo ganês e ditou por muitas vezes o ritmo de sua equipe. A única falha de Muntari foi cometer falta já nos acréscimos perto da área, o que acarretou em seu 2° cartão amarelo e suspensão para a próxima partida, diante de Portugal.

A velocidade do ataque. Gana, apesar de ficar apenas 41% do tempo com a bola, finalizou mais vezes e causou muita dor de cabeça à zaga alemã. Ayew, Gyan e Atsu se movimentaram bastante e perderam boas chances de liquidar a partida. Apenas Prince Boateng destoou.

Destaques negativos
A fragilidade aérea. Dos quatro gols tomados por Gana neste mundial, três foram em bolas alçadas na área. O outro foi do americano Dempsey, aos 28 segundos de jogo, em lance esporádico. Falta atenção aos zagueiros africanos quando a bola está no ar.

Messi salva Argentina do vexame contra Irã


Foi por pouco. Mais precisamente por três minutos. A Argentina contou com Lionel Messi, camisa 10 e capitão da seleção, para bater o Irã, em duelo válido pela 2ª rodada do Grupo F da Copa. Em um jogo praticamente de ataque contra defesa, os sul-americanos jogaram mal, quase passaram vergonha, mas venceram, mesmo que injustamente, e agora estão classificados para as oitavas de final.

Gols
Já na casa dos 46 minutos do 2° tempo, três minutos antes do determinado pela arbitragem, o gol finalmente saiu. Messi recebeu na ponta direita, cortou para o meio e bateu ao gol de Haghighi, para o alívio dos mais de 50 mil argentinos presentes ao Mineirão.

ARGENTINA
Destaques positivos
Messi. O craque até jogou mal durante a partida, mas, como rotulado, é craque. E craque define. Messi partiu para a jogada individual e não deu chances de um empate heroico ao Irã e garantiu a vitória argentina.

Destaques negativos
Incapacidade ofensiva. A Argentina, por incrível que pareça, não causou perigos tão grandes ao gol do Irã. Higuaín, Aguero e Dí Maria ficaram distantes e foram apáticos. O trio não conseguiu ter sucesso sobre a digna marcação iraniana durante toda a partida.

Falta de movimentação. Com a barreira iraniana funcionando, houve a necessidade de movimentação e aproximação entre os atacantes e os meias sul-americanos. E ninguém fez isso. A zaga do Irã se sobressaiu em quase todas as oportunidades, e quando a bola passava, Haghighi trabalhava sem problemas. O gol de Messi, já perto do apito final, acabou com a soberania.

IRÃ
Destaques positivos
O sistema defensivo. E não há como não falar disto. O Irã, treinado por Carlos Queiroz, foi brilhante defensivamente. Anulou o ataque argentino e foi muito obediente taticamente.

Reza e Dejagah. Os jogadores mais ofensivos do Irã deram muito trabalho aos defensores argentinos e acabaram produzindo as melhores oportunidades do jogo, obrigando o goleiro argentino Romero a trabalhar e fazer as defesas mais complicadas da partida.

Destaques negativos
A falta de atenção no fim da partida. O gol de Messi era, com certeza, evitável. Faltou experiência na marcação da jogada do camisa 10. O drible não é novo e poderia ter sido controlado. Mas, acontece. Só há como parabenizar o Irã pela partida.

Dia 9 tem Costa Rica fazendo história, França goleando e Equador virando sobre Honduras

O dia 9 da Copa do Mundo 2014 foi, no mínimo, surpreendente. Foram 11 gols nos três jogos realizados; sete deles foram marcados na Fonte Nova, que já havia recebido Espanha 1x5 Holanda e Alemanha 4x0 Portugal. Confira os resultados.

A zebra  venceu a azzurra em Pernambuco. Considerada por quase 100% das pessoas que gostam de futebol como primeira eliminada no Grupo C, a Costa Rica, que venceu o Uruguai na 1ª rodada, novamente surpreendeu e bateu a Itália por 1 a 0, gol de Bryan Ruiz. O resultado, além de colocar os costarriquenhos nas oitavas de final do mundial, eliminou a Inglaterra. Itália e Uruguai vão fazer uma verdadeira batalha para ver quem fica com a outra vaga. O grupo da morte conheceu o assassino, denominado Costa Rica.

No estádio das Goleadas - ou estádio Fonte Nova -, a França goleou a Suíça e garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa. O placar de 5 a 2 poderia ser maior, pois Benzema, além de perder um pênalti, fez um gol no último lance da partida, invalidado pela arbitragem, que havia encerrado o duelo. Antes coadjuvante, se comparado a Brasil, Argentina, Espanha e Alemanha, a seleção de Deschamps chega forte às oitavas de final. Os franceses ainda pegam a equipe do Equador, e provavelmente jogarão com Bósnia ou Nigéria para garantir a vaga entre as oito melhores seleções do torneio.

Fechando a sexta-feira, a Arena da Baixada finalmente recebeu gols nesta Copa do Mundo. Após sediar o jogo mais fraco da competição (Irã 0x0 Nigéria), o estádio viu Costly abrir o placar para Honduras diante do Equador. Enner Valencia, um dos artilheiros do mundial com três gols, virou o jogo para os equatorianos, que ainda almejam uma vaga na próxima fase. O desafio é difícil: conquistar um ponto diante da França e torcer para que a Suíça não vença a mesma Honduras.

19 de junho de 2014

Japão e Grécia empatam e praticamente estão fora


Era a chance de uma das duas seleções vencer na Arena das Dunas e seguir viva na Copa do Mundo. Mas, Japão e Grécia não saíram do zero no placar e estão quase eliminadas do mundial. Em um jogo onde os asiáticos atacaram muito mais que os europeus, faltou capricho, qualidade técnica e um pouco de ousadia para que o gol saísse.

JAPÃO
Destaques positivos
Posse de bola. O Japão ficou com a bola por 68% do tempo de jogo, índice altíssimo e que ilustra o que foi o duelo: os japoneses procuraram muito mais o gol do que os gregos, mas faltou qualidade e sorte para colocar a Brazuca na rede.

Destaques negativos
Okubo. O meia teve ao menos duas boas oportunidades para fazer o gol, mas errou por muito. Em uma delas, após cruzamento da direita, Okubo, já dentro da pequena área, isolou a bola em lance que Karnezis, goleiro grego, estava mal posicionado.

GRÉCIA
Destaques positivos
Karnezis. O goleiro praticou três boas defesas que garantiram que a defesa grega não tomasse gols. Jogador do Granada, Karnezis foi, de longe, o melhor jogador da seleção europeia em campo hoje.

Destaques negativos
Expulsão de Katsour. O jogador conseguiu ser expulso ainda no 1° tempo após receber dois cartões amarelos por faltas totalmente desnecessárias. Prejudicou mais ainda o objetivo grego, que era de não tomar gols e, se possível, abrir o placar em contra-ataques.

Preocupação em defender. A Grécia nitidamente abdicou de atacar e se fechou em busca de um contra-ataque. Poderia, caso jogasse de igual para igual, até sair com a vitória. Agora, os gregos precisam vencer a Costa do Marfim para almejar a classificação rumo as oitavas de final.

Suárez brilha e Uruguai vence Inglaterra


Em novo 2 a 1 na Copa - é o oitavo da competição em 22 jogos -, o Uruguai contou com a estrela de Luis Suárez para bater a Inglaterra e seguir vivo no torneio. Com dois gols do atacante, os sul-americanos bateram os ingleses em jogo na Arena Corinthians e continuam sonhando com a classificação.

Gols
Quando a partida ainda era morna, Suárez abriu o marcador. Em jogada criada por Lodeiro, o camisa 9 recebeu ótimo cruzamento de Cavani e testou para o fundo das redes do estádio em Itaquera: 1 a 0.

Somente no 2° tempo - que foi muito superior ao 1° -, a Inglaterra transformou a reação em gol. Já na casa dos 30 minutos, Glen Johnson passou por Álvaro Pereira e cruzou rasteiro para a área. Wayne Rooney, que disputou as Copas de 2006 e 2010 sem marcar, desencantou e empurrou a bola para dentro da meta de Muslera.

O empate parecia o resultado mais justo e estava encaminhado. Até Suárez aparecer de novo. Em um tiro de meta cobrado por Muslera, o uruguaio aproveitou um desvio inglês, apareceu por trás de Jagielka e Cahill e finalizou cruzado para decretar a vitória da superação uruguaia: 2 a 1.

Com o resultado, as duas equipes ainda têm chance de classificação. Para a Inglaterra, há a necessidade de vencer a Costa Rica e torcer para duas vitórias da Itália nos dois jogos restantes. Já ao Uruguai basta uma vitória simples sobre a equipe de Prandelli.

URUGUAI
Destaques positivos
Atuação de Suárez. Não há como negar a eficiência do atacante do Liverpol. Suárez, mesmo não estando 100% fisicamente, fez os dois gols uruguaios na partida e foi o herói da celeste.

Destaques negativos
A fragilidade defensiva de Álvaro Pereira. O lateral deixou Glen Johnson passar e, junto de Cáceres, que deixou Rooney passar, foi o principal responsável pelo gol inglês.

INGLATERRA
Destaques positivos
Rooney. O atacante tirou o azar e fez o único gol da Inglaterra no jogo. Além disto, Rooney se movimentou muito mais do que na partida diante da Itália e construiu boas jogadas.

Destaques negativos
Poder de reação. Mais uma vez, durante algum tempo, os ingleses não demonstraram a intensidade necessária para virar ou até mesmo empatar a partida. Falta movimentação, vontade e criatividade. A seleção de Hodgson bate na mesma tecla e deixa as jogadas fáceis de serem anuladas pelos adversários.

Colômbia supera Costa do Marfim em Brasília


A Colômbia praticamente assegurou sua classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo hoje, vencendo a Costa do Marfim, no estádio Nacional, por 2 a 1. O placar foi o sétimo do mundial em 21 jogos realizados até agora. Ou seja, a cada três partidas disputadas, uma delas termina em 2 a 1.

Gols
Após um 1° tempo morno e fraco tecnicamente, os gols só saíram na etapa complementar. Aos 18 minutos, James Rodríguez aproveitou escanteio e, de cabeça, abriu o placar para os colombianos. Foi o 2° gol do camisa 10 na competição.

Seis minutos depois, foi a vez de Quintero marcar. Após erro na saída de bola do africano Serey Die, que protagonizou uma das cenas mais bonitas até aqui da Copa chorando no hino nacional de seu país, o colombiano ficou frente a frente com Barry e fez o segundo gol da partida.

Gervinho descontou para a Costa do Marfim já na casa dos 27 minutos. Em jogada individual iniciada pela ponta esquerda, o atacante passou por três defensores da Colômbia e bateu forte ao gol de Ospina, que contribuiu e espalmou pra dentro do gol.

COLÔMBIA
Destaques positivos
Os autores dos gols. E não só por eles. James Rodríguez e Quintero fizeram uma ótima partida, principalmente no 2° tempo, período onde o jogo foi considerado bom. Premiados pelos gols, os dois foram os melhores em campo.

Destaques negativos
Marcação. Novamente, faltou aos volantes colombianos a intensidade e a vontade de recuperar a bola. Foram apenas 44% de posse de bola e, por muitas vezes, a Costa do Marfim dominou e controlou a partida.

COSTA DO MARFIM
Destaques positivos
Gervinho. O atacante causou sérios problemas aos defensores sul-americanos em jogadas individuais, e em uma delas fez o gol solitário da equipe africana. Destacou-se principalmente no aspecto físico.

Drogba. De novo, o conhecido atacante começou no banco de reservas. E, por coincidência ou não, assim como no duelo contra o Japão, o gol marfinense só saiu com ele em campo. Drogba, mesmo estando fisicamente mal, chama a atenção dos defensores e abre espaço para outros jogadores.

Destaques negativos
Serey Die. O volante se emocionou e emocionou quem acompanhou a execução do hino de Costa do Marfim, mas, dentro de campo, foi mal: saiu jogando com displicência e praticamente entregou o 2° gol colombiano para Quintero.

18 de junho de 2014

Organizada, Croácia massacra Camarões: 4 a 0


A Croácia não precisou fazer muita força para derrotar Camarões, hoje, na Arena Amazônia, e deixar para o duelo contra o México o seu futuro na Copa do Mundo de 2014. Por 4 a 0, a seleção de Niko Kovac, organizada taticamente, humilhou e eliminou a desestruturada seleção camaronesa.

Gols
Aos 10 minutos do 1° tempo, Olic abriu o placar depois de boa jogada de Srna pela direita. A bola sobrou para Perisic, que cruzou rasteiro e fez com que o camisa 18 abrisse o marcador para os europeus: 1 a 0.

No início do 2° tempo, quando a Croácia jogava com um homem a mais - Song foi expulso no final da 1ª etapa -, o goleiro de Camarões Itandje repôs a Brazuca de forma equivocada. Perisic, que foi para a ponta esquerda, carregou e bateu cruzado para ampliar.

Aos 15 minutos, foi a vez de Mandzukic marcar o dele. Em escanteio, o centroavante subiu sozinho na área e fez o terceiro da Croácia no jogo.

Foi o mesmo Mandzukic que decretou a vitória europeia. Novamente sozinho, desta vez por baixo, o atacante fez o último gol após Itandje dar rebote: 4 a 0.

CAMARÕES
Destaques positivos
Moukandjo-Nounkeu.
Novamente, a dobradinha pela direita levou alguma dor de cabeça ao lateral-esquerdo Pranjic, da Croácia. Nounkeu foi reserva de novo, e melhorou, quando entrou, o setor.

Destaques negativos
Técnica.
Com facilidade, podemos julgar a seleção camaronesa como uma das cinco piores da Copa do Mundo. O time não tem padrão tático, tecnicamente é fraco e nem fisicamente se mostrou bem nesta edição do mundial.

Song. O volante do Barcelona, estrela de Camarões, foi expulso ainda no 1° tempo por falta fora da bola em Mandzukic. Não é assim que um craque deve se comportar.


CROÁCIA
Destaques positivos
Mandzukic.
O jogador, que não jogou contra o Brasil por estar suspenso, cumpriu seu papel e fez dois gols típicos de centroavante.

Padrão tático. O 4-2-3-1 é bem montado por Niko Kovac e pode causar sérios problemas ao México, próximo adversário da Croácia. Olic e Perisic fazem muito bem o papel de pontas.

Destaques negativos
Número de impedimentos. Por incrível que pareça, foi a única coisa negativa da Croácia hoje. Foram quatro impedimentos nos 90 minutos, índice considerado alto.

Espanha dá vexame e é eliminada na 1ª fase


Geração Tiki-Taka. Foi assim que ficou conhecida a seleção espanhola dos últimos seis anos. Valorizando a posse de bola e trocando passes com qualidade, esta geração conquistou duas Eurocopas e uma Copa do Mundo. E hoje, 18 de junho de 2014, chegou ao fim o sucesso de uma equipe liderada por Xavi e Iniesta. Após nova derrota na Copa, desta vez para o Chile, por 2 a 0, a Fúria está eliminada da competição e, com certeza, passará por mudanças radicais. O Chile, por sua vez, garantiu a classificação para as oitavas de final do torneio.

Vale lembrar, antes dos destaques, que a morte desta geração não ocorreu do nada. A decadência do Tiki-Taka começou com o Bayern de Munique massacrando o Barcelona, na Champions League 12-13. A Itália e o Brasil, ambos na Copa das Confederações do ano passado, também contribuíram para que o estilo ficasse um tanto quando manjado pelos adversários. Hoje, o Chile repetiu o estilo que os três executaram e venceu, com justiça, no Maracanã.

Gols
O primeiro gol da partida saiu aos 19 minutos de bola rolando. Após péssima saída de bola de Xabi Alonso, Vargas recebeu na área, cortou Casillas, que passou e não encontrou a bola, e finalizou para abrir o placar.

Aos 42, nova falha espanhola. Casillas, em cobrança de falta chilena, espalmou para o meio, e Aránguiz, do Internacional, bateu de primeira e fechou a conta. Final: Chile, classificado, 2. Espanha, campeã mundial eliminada, 0.

ESPANHA
Destaques positivos
Iniesta.
O meia e o atacante Diego Costa jogaram muitíssimo abaixo do normal, mas, dos 11 titulares, foram os que mais tentaram. Foi a única coisa "boa" que se pode tirar da Espanha hoje.

Destaques negativos
Xabi Alonso.
Errou simplesmente tudo o que tentou fazer. Faltas cometidas e passes errados resumiram o que foi a atuação do volante do Real Madrid na partida. O 1° gol chileno saiu de um lance em que Xabi errou.

Falha de Casillas. Pela segunda vez em dois jogos, Casillas falhou: na falta que originou o 2° gol do Chile, o arqueiro tinha toda a condição de espalmar para escanteio ou lateral, mas rebateu para o meio da área e Aránguiz concluiu.

Poder de reação. Apesar de tentar chegar ao gol de Bravo, a Espanha não conseguiu reagir com a intensidade necessária e ficou no zero. Faltou Diego Costa, pivô, ser acionado pela bola alta.


CHILE
Destaques positivos
Atuação de Isla.
Deitou e rolou em cima do lateral-esquerdo Alba e conseguiu anular a maior parte dos ataques espanhois pelo setor defensivo chileno. Isla foi um dos melhores de sua seleção na partida.

Aránguiz. Além do gol, o chileno comandou o meio de campo sul-americano e, assim como contra a Austrália, foi um dos melhores em campo.

Defesas de Bravo. O goleiro chileno, quase novo contratado do Barcelona, fez, ao menos, duas defesas de grau difícil e foi o responsável maior pelo zero no placar espanhol.


Destaques negativos
Quantidade de faltas. O Chile parou a Espanha por 15 vezes durante a partida, número acima da média. Foram dois cartões amarelos mostrados aos jogadores da equipe de Sanpaoli.

Em duelo com viradas, Holanda bate Austrália


Quem pensou que a Holanda venceria com facilidade a Austrália se enganou. Em uma boa partida de futebol, os holandeses sofreram, mas, com oportunismo, venceram os australianos pelo placar de 3 a 2, em confronto disputado no Beira Rio. Com o resultado, os europeus praticamente garantiram a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Gols
Aos 19 minutos da etapa inicial, Robben, aproveitando uma falha no setor direito da defesa da Austrália, abriu o placar para a Holanda. O atacante bateu cruzado com força e não deu chances ao goleiro Ryan.

Um minuto depois, veio a resposta australiana. Cahill, após ótimo lançamento para a área, finalizou de primeira a bola no ar e estufou a rede de Cillessen, marcando um golaço para a seleção de Postecoglou. Foi o segundo gol do centroavante na competição.

A primeira virada da partida aconteceu aos 9 minutos do 2° tempo. O capitão Jedinak, cobrando pênalti bem marcado pela arbitragem, colocou os australianos na frente do placar pela primeira vez: 2 a 1.

Se a Holanda não teve tempo de comemorar no 1° tempo, foi a vez da Austrália sentir na pele na etapa complementar. Aos 12 minutos, Van Persie aproveitou passe e, em posição legal, bateu forte para empatar a partida.

O quinto e último gol do jogo saiu com Depay. Aos 22 minutos, o jovem de 20 anos, em contra-ataque, chutou de fora da área rasteiro. O goleiro Ryan falhou feio e a bola entrou, garantindo a segunda vitória holandesa no mundial.

AUSTRÁLIA
Destaques positivos
Leckie. Assim como na 1ª rodada, Leckie foi o melhor de sua seleção contra a Holanda. Pela ponta direita, causou preocupações ao ala Blind e muitas vezes ficava no mano a mano com Bruno Martins. O australiano é bom no drible, no cruzamento e é veloz.

Ofensividade. A Austrália, diferente do imaginado, não abdicou de atacar. As saídas de bola pelo meio alternavam entre rápidas e cadenciadas, e Bresciano foi um termômetro do time no que diz respeito a criação de jogadas.

Destaques negativos
O lado direito da defesa.
Se Leckie é a força ofensiva pelo lado direito, falta a Austrália uma marcação mais eficiente naquele setor. Franjic foi o lateral na primeira partida e não foi bem. Hoje, foi a vez de McGowan jogar e deixar com que o gol de Robben saísse por ali.

Oar. O ponta esquerda novamente não fez uma boa partida. Quando a partida estava em 2 a 2, Oar ficou praticamente de frente para o goleiro Cillessen no bico da pequena área e teve a chance de fazer o terceiro gol australiano. No entanto, preferiu cruzar para Leckie, que não conseguiu colocar a Brazuca na rede. No contra-ataque, a Holanda aproveitou e fez o gol de número três.

HOLANDA
Destaques positivos
Depay.
O meia de apenas 20 anos entrou no 2° tempo e deu muito mais qualidade ao setor da Holanda. Além dos bons passes, Depay fez o gol que sacramentou a vitória europeia em um chute de fora da área.

Destaques negativos
Os alas.
Se Janmaat e principalmente Blind foram primordiais na vitória holandesa sobre a Espanha, hoje eles tiveram uma atuação discreta. Com Oar, pela esquerda, e Leckie, pela direita, os alas da seleção de Van Gaal pouco atacaram e muito defenderam, principalmente no 2° tempo.

17 de junho de 2014

Rússia e Coreia do Sul ficam no 1 a 1


A Arena Pantanal recebeu seu 2° jogo na Copa com Rússia e Coreia do Sul buscando uma vitória que seria importante para a classificação. Mas, o empate, que era raro até hoje no mundial, apareceu e fez com que a Bélgica liderasse isoladamente o Grupo H: 1 a 1.

Gols
Após um 1° tempo fraco tecnicamente, o primeiro gol só saiu aos 22 minutos da etapa complementar. E foi em um chute despretensioso de Lee Keunho, que, após carregar a bola por certo tempo, encontrou espaço e bateu para o gol. A bola foi nas mãos do goleiro russo Akinfeev, que foi encaixar e acabou tomando um frango histórico: 1 a 0 Coreia, que era melhor na partida.

Mas, a Rússia conta com Kerzhakov. Cinco minutos mais tarde, o atacante do Zenit, que entrou logo após o gol coreano, aproveitou sobra dentro da área e sacramentou o empate. O resultado não é bom para nenhuma das seleções, que agora precisam ter bons desempenhos contra Bélgica e Argélia para tentar a sorte nas oitavas de final.

RÚSSIA
Destaques positivos
Kerzhakov. O jogador de 31 anos é um dos craques de seu país e começou a partida no banco. Quando entrou, fez a diferença: foi oportunista e marcou o gol do empate da Rússia, que, no contexto geral da partida, jogou menos que a Coreia.

Destaques negativos
A insegurança de Akinfeev. Não foi só o frango no gol coreano que fez com que o goleiro estivesse nos destaques negativos da Rússia. Akinfeev falhou feio em vários lances, e deu sorte de não tomar gols em rebotes.

COREIA DO SUL
Destaques positivos
Posicionamento tático. A Coreia se comportou muito bem taticamente e deu poucos espaços aos russos. O gol que tomou foi até injusto pela forma com que os asiáticos jogaram futebol.

Destaques negativos
A lentidão. Em vários momentos do jogo, a Coreia, apesar de atuar melhor, demorou para concluir as jogadas. Por vezes, faltou um passe mais agudo e lances individuais.

Brasil empata com México em jogo complicado


A seleção brasileira entrou em campo hoje, no Castelão, e ficou no zero a zero com a boa equipe do México. Com o resultado, a equipe de Felipão ainda não está classificada para as oitavas de final da Copa 2014. O destaque do jogo ficou para o goleiro mexicano Ochoa, que fez quatro defesas difíceis.

DESTAQUES GERAIS
O jogo entre Brasil e México foi, acima de tudo, um jogo de detalhes. Há cinco itens que podemos destacar.

1) Ochoa. O goleiro mexicano fez ao menos quatro defesas espetaculares que ajudaram a garantir o empate. Mas vale ressaltar que não foi só Ochoa o responsável pelo 0 a 0.

2) Os alas mexicanos. Layún, pela esquerda, e Aguilar, pela direita, eram duas boas formas do México chegar ao ataque. Se no 1° tempo Layún teve mais liberdade ofensiva - ainda que sem sucesso pela razoável partida de Daniel Alves -, coube a Aguilar fazer o papel de ponta na 2ª etapa. Obteve mais êxito.

3) O duelo Luiz Gustavo-Giovani dos Santos e a fragilidade defensiva brasileira.
Claramente, Luiz Gustavo fez marcação individual no mexicano, e se sobressaiu. Apesar disto, no 2° tempo, Giovani caiu muito pela direita (setor do hoje inconstante Marcelo) e fez a dobradinha com Aguilar. A partir daí, um buraco entre a zaga e Paulinho apareceu no sistema defensivo brasileiro e fez com que a seleção pentacampeã mundial perdesse a qualidade na saída de bola. Paulinho, apático, pouco marcava.
Se não fosse a boa atuação de Luiz Gustavo, que bloqueou o último passe do México, a seleção de Miguel Herrera chegaria mais à área. Como pouco chegou, finalizou por muitas vezes de longe.

4) A substituição Ramires-Bernard. Teoricamente, seria uma boa troca. Mas, com Paulinho apagado, o melhor para o Brasil era tirar o volante do Tottenham e fazer com que Ramires executasse a função, colocando o mesmo Bernard ou até mesmo Willian. Com isto, haveria espaço para Fernandinho ou Bernard/Willian e Jô. Sem esta opção, coube a Felipão sacar Oscar e manter Paulinho durante os 90 minutos.

5) Abuso da ligação direta. Os defensores brasileiros exageraram nos lançamentos longos e, sem Fred ganhar um lance como pivô, a bola voltava para o México. Faltou aproximação e até compactação para o Brasil. Neymar, isolado, dificilmente conseguia ter sucesso em seus dribles.

Além de um jogo de detalhes, Brasil e México protagonizaram um confronto totalmente estratégico e tático. Durante a maior parte do 2° tempo, a seleção de Felipão foi dominada pela de Herrera.

Plano tático
Por que o Brasil foi sufocado e perdeu o meio de campo no 2° tempo?


1) Porque Luiz Gustavo (17), corretamente, fez marcação individual em cima de Giovani dos Santos (10). Com um buraco no meio de campo, caberia a Paulinho fazer a função. Mas, o volante do Tottenham esteve muito mal hoje ficava no meio do lance na maioria das jogadas ofensivas mexicanas.

2) Porque a saída de bola brasileira, com seis mexicanos bem distribuídos na marcação, era deficiente. Por inúmeras vezes, os defensores do Brasil lançavam a Brazuca sem direção.

3) Porque Aguilar (22), despreocupado com Bernard, pressionou Marcelo (6) e fez com que a bola ficasse mais tempo no campo de ataque mexicano, impedindo que o lateral do Real Madrid marcasse por zona Giovani.

4) Porque não havia Fernandinho, um dos melhores no quesito passe da seleção, em campo. Como queimou a substituição de Ramires, Felipão optou - e com certa razão - por colocar Willian no lugar de Oscar, que teve um rendimento pífio enquanto esteve no gramado.

Bélgica sofre, mas vence Argélia em Minas


Foi com sofrimento que a promissora seleção da Bélgica começou sua trajetória na Copa do Mundo 2014. Jogando no Mineirão, a seleção saiu atrás no marcador, mas, com Fellaini e Mertens, virou o jogo sobre a Argélia e garantiu seus primeiros três pontos na competição.

Gols
Quando a partida ainda era equilibrada, a Argélia, aos 25 minutos da etapa inicial, conseguiu um pênalti após lançamento para a área. Feghouli, camisa 10 e principal jogador da seleção africana, teve tranquilidade e bateu no canto oposto ao que o goleiro belga Courtois caiu: 1 a 0.

Somente aos 24 minutos do 2° tempo o panorama mudou. Pressionando durante a maior parte do jogo, a Bélgica chegou ao empate com Fellaini. Em cruzamento, o meia, que saiu do banco, subiu mais que todo mundo e não deu chances de defesa para Mbolhi.

A virada veio dez minutos depois, com Mertens. O meia-atacante recebeu ótimo passe de Hazard e bateu firme já dentro da área para virar e decretar a vitória europeia: 2 a 1.

BÉLGICA
Destaques positivos
O oportunismo de Fellaini. O jogador do Manchester United saiu do banco para fazer a diferença. Enquanto seus adversários ficaram quase o jogo inteiro produzindo pouco, Fellaini precisou de cinco minutos para empatar a partida.

Destaques negativos
Lukaku. O atacante do Chelsea errou praticamente tudo o que fez e acabou sendo substituído por Origi. Esperança de gols para a Bélgica, Lukaku hoje mostrou um desempenho muito abaixo do esperado.

Falta de individualidade. Com jogadores em destaque na Europa, como Hazard, Witsel e Dembéle, a Bélgica não conseguiu se destacar no âmbito individual para ultrapassar a barreira argelina. Foram poucos dribles e jogadas de efeito.

ARGÉLIA
Destaques positivos
A forte marcação. Muito exigido, principalmente após o gol de Feghouli, a Argélia segurou por mais de 45 minutos a Bélgica. Em muitas ocasiões, os 11 jogadores estavam atrás da linha de bola e dificultavam demais a vida dos europeus.

Destaques negativos
Falta de ofensividade. Se a marcação foi boa, a Argélia pecou ofensivamente. Foram apenas três finalizações durante os 90 minutos, sendo uma delas no pênalti cobrado por Feghouli. Se quiser passar de fase, os argelinos precisam melhorar muito neste aspecto.

16 de junho de 2014

Vitória americana no Grupo G: 2 a 1


Em mais um bom jogo de futebol, desta vez disputado na Arena das Dunas, a seleção dos Estados Unidos venceu Gana por 2 a 1 e, caso apronte para cima de Portugal, pode garantir sua classificação no Grupo G já na próxima rodada. O placar, até certo ponto injusto, foi construído com gols de Dempsey e Brooks.

Gols
Até agora, o gol mais rápido da Copa 2014 saiu com 28 segundos. E foi com Dempsey. O meia, após jogada iniciada em um lateral, recebeu passe de Jones, passou pelo zagueiro africano Boye e finalizou forte de perna esquerda para abrir o placar.

O empate só saiu no 2° tempo, aos 36 minutos, com uma boa tabela entre Ayew e Gyan. O filho de Abedi Pelé finalizou, também com a perna canhota, e empatou a partida, fazendo a festa da torcida africana: 1 a 1. No momento do gol e durante a etapa complementar inteira, Gana era superior aos Estados Unidos, que tinham como única finalidade conquistar pontos, mesmo que empatando.

Mas, o empate durou pouco: quatro minutos depois, em um dos raros escanteios que os americanos tiveram durante o duelo, o zagueiro Brooks, de apenas 21 anos, subiu livre e garantiu a vitória - naquele momento inesperada - da seleção comandada por Klinsmann.

GANA
Destaques positivos
Christian Atsu.
O ponta direita de 22 anos atormentou o lateral Beasley e criou várias jogadas pelo setor. Se faltou pontaria na hora da finalização, sobrou ao garoto velocidade, dribles e passes em profundidade. Atsu foi um dos melhores de Gana na partida, principalmente no 1° tempo.

A ofensividade. Gana foi superior no contexto geral da partida e teve, exceto no placar, números melhores que os Estados Unidos. Foram 21 finalizações, 57% de posse de bola e sete escanteios, ante os oito chutes, 43% de posse e três tiros de canto dos americanos.

Destaques negativos
A pontaria.
Das 21 finalizações, apenas oito foram no gol de Howard, que se mostrou seguro quando exigido. Pelo lado americano, das oito finalizações, sete foram no gol de Kwarasey. Se Gana tivesse um melhor aproveitamento nos chutes, provavelmente o placar seria outro.

Falta de atenção. O
s dois gols que Gana tomou foram detalhes. O primeiro saiu logo com 28 segundos e surgiu de um lateral, o que claramente significa uma desatenção. Já o segundo gol veio por meio de um escanteio, onde a equipe africana deixou o zagueiro Brooks subir sozinho e decretar a vitória.

ESTADOS UNIDOS (Por Rodolfo Sundfeld)

Destaques positivos
Jermaine Jones.
Fundamental na manutenção da vitória americana, Jones foi a peça que evitou que a bela atuação do ganês Atsu fosse mais decisiva para sua equipe. Enquanto Beasley, lateral-esquerdo improvisado, não conseguiu segurar o jovem atacante africano, Jones reforçou bem a marcação por aquele setor, além de dar mais qualidade para a saída de bola norte-americana.

Clint Dempsey.
Único jogador americano a marcar em três diferentes edições da Copa do Mundo, o atacante se mostrou eficiente tanto na hora de finalizar ao gol quanto na hora de segurar o resultado nos últimos dez minutos de jogo.

Destaques negativos
Preparação física.
Foi nítido o desgaste físico americano, principalmente no segundo tempo. Altidore e Besler foram substituídos nos primeiros 45 minutos, o que impediu que o técnico Jurgen Klinsmann pudesse alterar sua equipe mais rapidamente na segunda etapa. Tendo em vista as longas viagens e quentes temperaturas que os americanos enfrentarão, o fator físico pode ser decisivo num grupo tão equilibrado.

Erros de passe. A seleção americana levou muito perigo nos contra-ataques na primeira etapa, porém no segundo tempo pecou nos passes, tanto na saída de bola quanto na hora de clarear o jogo e tentar matar o jogo. O experiente meia Bradley, apesar de ter sido o jogador americano que mais pensou e parou o jogo, errou muitos passes na partida.

Em jogo fraco, Irã e Nigéria não saem do zero


Quem esteve na Arena da Baixada nesta tarde, certamente, se decepcionou. Irã e Nigéria fizeram uma partida que destoou de todas as outras até aqui da Copa 2014 e empataram em 0 a 0, primeiro placar deste mundial. As duas seleções tiveram um nível técnico fraquíssimo e foram vaiadas pelos torcedores. Quem agradece é a Bósnia, que está perto da classificação rumo as oitavas de final.

IRÃ
Destaques positivos
Reza Ghoochannejhad. O atacante foi o único que causou algum problema ao time nigeriano. Em uma cabeçada, no 1° tempo, Reza obrigou o goleiro da Nigéria, Enyeama, a praticar excelente defesa.

Destaques negativos
Exagero defensivo. Sem a bola, os 11 iranianos se posicionavam atrás da linha do meio campo e tentavam frear os ataques da Nigéria.

NIGÉRIA
Destaques positivos

Emenike. O atacante, na maior parte das vezes isolado e recebendo bolas tortas, tentou dar sequência as jogadas e por vezes fez bem o papel de pivô.

Destaques negativos
Obi Mikel. Em uma partida recheada de jogadores com baixíssimo nível técnico, caberia a Mikel, do Chelsea, chamar a responsabilidade e criar jogadas mais agudas. Não foi o que aconteceu: o volante se igualou ao restante dos atletas e pouco produziu.

Alemanha goleia com facilidade Portugal


Foi com uma goleada por 4 a 0 que a Alemanha iniciou sua trajetória na Copa 2014. Com um hattrick de Muller e gol de cabeça de Hummels, a equipe de Joaquim Low, considerada uma das favoritas ao título, superou tranquilamente Portugal e encaminhou sua classificação para as oitavas de final. A partida foi realizada na Fonte Nova e abriu o quinto dia de mundial.

Gols
Aos 11 minutos, a Alemanha chegou tocando a bola rapidamente na defesa de Portugal. E Gotze, que revezou a função de centroavante com Muller e Ozil, caiu dentro da área após choque normal com João Pereira. A arbitragem, equivocadamente, assinalou pênalti. Muller converteu: 1 a 0.

O zagueiro Hummels, antes de sair lesionado na 2ª etapa, foi o responsável pelo segundo gol alemão. Após escanteio, o jogador subiu mais que toda a zaga de Portugal e ampliou a vantagem dos tricampeões mundiais, já na casa dos 32 minutos da etapa inicial.

Antes do intervalo, Muller ampliou. Após cruzamento vindo da esquerda, Bruno Alves cortou mal e o atacante finalizou com força no meio do gol. Rui Patrício, goleiro português, contribuiu e a bola entrou. No momento do gol, a Alemanha jogava com um homem a mais, já que o zagueiro Pepe foi infantil e teve sua expulsão decretada aos 37 minutos.

Para fechar a conta, novamente ele: Muller. Após cruzamento de Schurrle, que substituiu Ozil, o atacante aproveitou nova falha de Rui Patrício e fez seu terceiro gol no jogo e oitavo em mundiais. Final: Alemanha 4, Portugal 0.

ALEMANHA
Destaques positivos
Muller. O atacante, sem jogar o máximo que pode, assim como sua equipe, fez três gols e é até agora o artilheiro isolado da Copa. Melhor em campo, Muller tem 24 anos e, ao todo, oito gols em mundiais. É bom Ronaldo olhar com atenção para outro alemão também.

Mobilidade ofensiva. Sem um centroavante, Gotze, Ozil e Muller se revezaram na função. E deu resultado. A Alemanha envolveu Portugal com muita facilidade no campo de ataque.

Destaques negativos
A lesão de Hummels. Com três jovens zagueiros reservas - Durm, Mustafi e Ginter -, a preocupação com a provável lesão de Hummels na partida foi nítida. Caso o zagueiro titular seja desfalque para as próximas partidas, Boateng pode assumir o posto.

PORTUGAL
Destaques positivos
Éder. O atacante, que entrou ainda no 1° tempo no lugar de Hugo Almeida, foi o único português que teve algum sucesso na partida. Teve a melhor chance de gol em uma cabeçada, sofreu várias faltas e buscou o jogo sempre que possível. Pode manter a titularidade caso Almeida não se recupere.

Destaques negativos
Desorganização. Apesar de equilibrar as ações no começo do jogo, Portugal se mostrou uma equipe ineficiente, desestabilizada e totalmente desorganizada taticamente. Muitas vezes, os jogadores buscavam Cristiano Ronaldo e acabavam fazendo a jogada errada.

Rui Patrício e Pepe. O goleiro falhou nos últimos dois gols da Alemanha, além de repor quase todas as bolas erradas. Logo de cara, deu a chance para Khedira marcar após péssimo lançamento. Já Pepe perdeu a cabeça, ainda na 1ª etapa, após acertar o rosto de Muller e tentar causar confusão com o alemão. Nota zero para os dois portugueses.

15 de junho de 2014

Argentina, com gol contra, vence a Bósnia


Foi mais difícil do que o esperado para os muitos argentinos que compareceram ao Maracanã na noite deste domingo. Mas, com um gol contra e Messi - quando era alvo de brincadeiras por parte da torcida brasileira presente ao estádio -, a Argentina superou a boa equipe da Bósnia por 2 a 1 e conquistou seus três primeiros pontos na Copa 2014.

Gols
Logo aos 2 minutos, Messi, de falta, cruzou para a área. Kolasinac, lateral bósnio, foi infeliz e acabou fazendo um gol contra, que garantiu o 1 a 0 para a Argentina.

Já no 2° tempo, aos 19, Messi cobrou falta e a bola foi muito acima do gol de Begovic. Foi o estopim para que a torcida no Maracanã, composta basicamente por brasileiros e argentinos, começasse a fazer um verdadeiro desafio musical. Enquanto os brasileiros xingavam Messi e entoavam gritos para Neymar, os argentinos vangloriavam o camisa 10 do Barcelona. Parece que surtiu efeito: um minuto depois, o craque fez tabela e bateu com força para aumentar a vantagem: 2 a 0.

Melhor durante boa parte do jogo, a Bósnia sentiu o gol, mas, com méritos, diminuiu. Ibisevic foi o responsável por marcar o primeiro gol bósnio na história da seleção em Copas do Mundo. Foi o último gol da partida, muito bem disputada e equilibrada.

ARGENTINA
Destaques positivos
Rapidez. Tanto para recuperar a bola quanto com a posse, os argentinos impuseram uma intensidade muito alta desde o começo do jogo e dificultaram o jogo da Bósnia.

Messi. Apagadísismo no 1° tempo, o craque não se escondeu na etapa complementar. Em nova posição - vindo mais de trás -, Messi fez o segundo gol da partida e segurou, quando necessário, a posse de bola para sua seleção.

Romero. Bastante exigido, o goleiro praticou, até o momento, a melhor defesa da Copa. Ainda no 1° tempo, Romero teve ótimo reflexo em uma cabeçada da Bósnia após escanteio.

Destaques negativos
Nível técnico. Pior que a Bósnia no contexto geral da partida, a Argentina deixou a desejar no coletivo e dependeu da individualidade e de uma bola parada para garantir seus gols.

BÓSNIA
Destaques positivos
A coletividade. Os bósnios não se assustaram, apesar das circunstâncias de encarar a Argentina, no Maracanã, na primeira partida do país em Copas: trabalharam bem a bola, finalizaram mais que os campeões do mundo e, por pouco, não empataram a partida.

Destaques negativos
Kolasinac. Infeliz, o lateral-esquerdo fez gol contra logo aos 2 minutos de jogo. Se não cometesse o ato, provavelmente a partida tomaria outro rumo.

França derrota fraca seleção de Honduras


Foi tranquila e atípica a estreia francesa nesta Copa do Mundo. Tranquila porque a vitória, construída com dois gols de Benzema e um contra do goleiro Valladares, foi facilmente conquistada. Atípica porque, além dos hinos não tocarem antes da bola rolar no Beira Rio, a tecnologia foi utilizada para tirar a dúvida se a bola entrou ou não no 2° gol da partida.

Gols
Depois de acertar o travessão por duas vezes, a França chegou ao gol já na marca dos 45 minutos do 1° tempo. Benzema cobrou pênalti com categoria e abriu o placar para a seleção europeia, que, naquele momento, já tinha um homem a mais em campo (Palacios, após faltas em Pogba, foi expulso).

Aos 2 minutos de jogo pós-intervalo, Benzema foi acionado e acertou a trave. A bola percorreu toda a linha do gol de Valladares, que se atrapalhou na hora da defesa e entrou totalmente. O recuso tecnológico da Fifa foi utilizado, e funcionou: 2 a 0.

O último gol do duelo saiu de novo com Benzema. O atacante do Real Madrid aproveitou sobra após cruzamento e finalizou com força para decretar a fácil vitória francesa sobre uma fraquíssima seleção hondurenha.

FRANÇA
Destaques positivos
Organização. Apesar de não ter um adversário a altura, a França trabalhou muito bem a bola e teve a paciência necessária para abrir o placar. O entrosamento fez parte da seleção na tarde de hoje.

Benzema. Com quase três gols, o atacante deu sequência na maioria das jogadas e fez o seu papel muito bem, afastando mais ainda Giroud da titularidade.

Consistência defensiva. Sakho e Varane, quando foram exigidos, trabalharam muito bem e evitaram com que a bola chegasse ao goleiro Lloris.

Destaques negativos
Agressividade. Se a Honduras chegou forte em todas as jogadas, a França não deixou por menos. Até exagerou: foram 13 faltas e três cartões amarelos para os atletas comandados por Deschamps.

HONDURAS
Destaques positivos
Determinação. Fraquíssimos tecnicamente, não há como negar que os hondurenhos tiveram vontade. Apenas com a finalidade de defender, a seleção lutou bastante para recuperar as bolas organizadas pelos franceses.

Destaques negativos
Agressividade. Sobraram carrinhos, trombadas e pontapés dos jogadores de Honduras. Foram 14 faltas, quatro cartões amarelos e um vermelho. Com maldade em alguns lances, a equipe deixou a desejar no aspecto tático e técnico.

Pífio ataque. Quando passava do meio campo, a Honduras não sabia o que fazer com a Brazuca. Finalizou apenas quatro vezes ao gol, ante os 20 chutes dados pela França. Bengtson e Costly deixaram a desejar.

Suíça garante vitória no fim diante do Equador


Por Rodolfo Sundfeld

Suíça e Equador sabiam que esse poderia ser o jogo da classificação, em grupo com a forte França e a inexperiente seleção de Honduras. Fizeram no Estádio Nacional, portanto, um jogo com muita disposição, no qual a seleção europeia conseguiu, com um gol no último lance da partida, vencer por 2 a 1 de virada e encaminhar sua classificação.

Gols
O primeiro gol do jogo saiu aos 21 minutos de jogo. Após cobrança de escanteio de Ayoví, Enner Valencia, destaque do duelo, subiu mais que todo mundo e cabeceou no chão. A bola entrou no canto do gol defendido por Benaglio e deu ao Equador a vitória parcial.

Logo no primeiro minuto do 2° tempo veio, na mesma moeda, o empate suíço. Mehmedi, que entrou no intervalo no lugar de Stocker, cabeceou após escanteio cobrado por Shaqiri e garantiu o 1 a 1.

Quando o empate parecia estar decretado, a Suíça virou a partida. Em rápida jogada pela esquerda, o zagueiro Rodríguez, que atuou como lateral-esquerdo, cruzou para Seferovic. O atacante suíço antecipou a defesa equatoriana e garantiu os três pontos para os europeus.

SUÍÇA
Destaques positivos
Ofensividade.
A seleção que antes era conhecida pelo forte ferrolho defensivo trouxe para esta Copa uma linha ofensiva jovem e talentosa, com jogadores disputando as principais ligas europeias. Os meias Xhaka e Shaqiri e os atacantes Seferovic e Drmic são uma promessa de bom mundial para os suíços.

Destaques negativos
Ineficiência.
A seleção equatoriana saiu na frente e passou a defender com todos seus jogadores atrás da linha da bola. Faltou o famoso último passe para a Suíça, que rondou muito a área do oponente, mas não conseguiu a infiltração e precisou arriscar muito de fora da área, muitas vezes sem pontaria.

EQUADOR
Destaques positivos
Enner Valencia.
O jovem atacante causou muita preocupação a zaga suíça, fez o único gol de sua equipe e foi o melhor jogador equatoriano em campo.

Destaques negativos
Falta de criatividade.
Mesmo contando com o habilidoso e experiente Walter Ayoví, a seleção equatoriana teve todas suas grandes chances criadas a partir da velocidade e da individualidade de alguns bons jogadores, além da bola parada. A bola pouco saiu com qualidade do meio de campo para o ataque.